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Festival LAB, por Taynara Pretto da Cunha

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Taynara Pretto é catarinense e coleciona mais endereços de morada do que eu. É quem nos recebeu em sua atual casa, em Maceió, com o melhor bolo de rolo de Alagoas e um punhado de carinho. Conviver com quem vive, trabalha e faz música é um constante presente em minha vida. Por isso, quando recebemos o convite de nosso amigo, Victor Almeida, não resistimos. Fomos lá conferir mais uma edição do festival de música independente, o LAB, criado por ele e produzido pela Taynara:

Viver em uma cidade como Maceió é conhecer de perto a expressão “faça você mesmo”. Perceber as suas necessidades e as de quem convive no mesmo meio que você e querer transformar isso em algo positivo é – e só pode ser – uma coisa boa. Foi assim que nasceu o Festival LAB, lá em 2009: da vontade de reunir amigos em um espaço legal para ouvir música. Música que, de certa maneira, é relevante para nós, não obedecendo, necessariamente, questões de mercado ou projeções de público.

Peguei o barco andando, dois anos depois, quando estava sendo planejada a edição de 2011, mas entrei nele com tudo e sem colete salva-vidas (afinal de contas, no final do dia, trabalhar com produção cultural é sempre um risco, um risco que corremos felizes, mas que corremos). Alguns anos e várias noites de shows depois, sei o quanto fazer parte disso me motiva e me faz bem. Pensar – junto com Victor de Almeida (criador do festival) – em cada banda, cada espaço e cada detalhe que fazem do LAB um festival de música sempre foi um grande prazer.

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A música, como tantas outras expressões artísticas, tem o poder absurdo de conectar as pessoas e quem frequenta o LAB – ou faz parte dele de alguma forma – sabe o quanto isso pode ser real. Hoje, mais que um pequeno festival que acontece em Maceió, o LAB é um espaço onde a gente pode encontrar os amigos, sejam eles de Minas Gerais, de São Paulo, de Pernambuco ou de qualquer outro lugar. O que antes era uma necessidade de entretenimento, hoje já se tornou uma necessidade afetiva.

Necessidade de se sentar para ouvir e contar histórias sobre música, canções e sobre discos. Quem faz parte do LAB compartilha um senso de comunidade que mantém a ideia relevante, mesmo que seja pra um pequeno grupo. O que, pra nós, já é suficiente. Afinal, é com a proximidade,  o jeito intimista, cheio de calor e sentimento, que a gente se satisfaz.

Lab 2012_Lise_Foto Renata Baracho

Das coisas que eu me lembro com mais clareza das correrias dos dois dias de festival que produzimos esse ano foi justamente estar sentada nos degraus do cinema do Centro Cultural Arte Pajuçara quando o cantor Adam Stockdale, da banda Albatross, desplugou o violão, desceu do palco e cantou: “Me diga, querida / Onde iremos? / Onde iremos daqui?” Não sei para onde iremos, mas acredito que a certeza é que continuaremos nos divertindo!

Por Taynara Pretto.

 Para conhecer mais sobre o Festival LAB, escute também uma lista de músicas das bandas que já passaram por lá:

1. Constantina , Monte Roraima
2. Projeto Sonho, Aurora
3. Wado, Melhor
4. Gato Zarolho, A Elegia do duende que perdeu a sua fada
5. Labirinto, Anatema
6. Coutto Orchestra, Flor
7. Projeto Lise, Com a Melhor das Intenções
8. Holger, Se você soubesse
9. Herod Layne, Penumbra
10. Marinho, Toda Cor
11. Momo, Tenho que seguir
12. Barulhista, Hemisfério

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Fotos: Renata Baracho. Vídeo: Viquitor Burgos. Cartaz: Bruno Nunes.

2 Kommentare

  1. Suann Medeiros sagt

    Tenho muita vontade de conhecer esse Festival.

    Lendo essa prosa… a vontade só aumentou.

    Vinda longa para o LAB!

    • Taynara Pretto sagt

      Suann, é sempre um prazer enorme receber pessoas legais para conhecer e aproveitar o LAB com a gente. Venha quando quiser! 🙂

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